- Você? - eu disse surpresa
- Lua? - ele falou me olhado com os
olhos arregalados
- Mamãe, quem é ele? - minha filha de
6 anos, Hope, olhava para ele curiosa
- Ela é sua filha? - ele perguntou
mais ainda surpreso.
Que cafajeste, como pode? Ele não
lembra que ela é NOSSA filha? Como você um dia amou isso, Lua
Blanco Ferrer? Verbo no passado... ou ainda no presente? Nada disso
- Claro que é minha filha! Ou melhor
nos...
- Mamãe, o papai chegou! - Hope largou
minha mão e foi em direção ao pai Henrique
Ele a pegou no colo e veio em nossa
direção. Arthur o olhava ainda surpreso. Quem deveria estar
surpresa era eu, e não ele.
- Olá, querida! - Henri já chegou me
dando um beijo na bochecha
- Oi, Henri – retribui o beijo
- Vocês são casados? - ele perguntou
ainda mais surpreso.
Eu sabia o porque. Claro, o Henrique
era um homem muito mais velho que eu. Ele tinha 45 anos.
- Sim, agora com licença. Precisamos
ir, vamos querida? - Henri perguntou e eu assenti.
Saímos os três andando e Hope ia
falando como tinha sido o dia na escola nova. Quando chegamos ao
carro, o Henri soltou uma pergunta.
- Quem era ele, Lua?
Eu demorei uns segundos para responder,
queria ganhar forças para falar aquele nome.
- O Arthur!!
~ Anos atrás~
Hoje é a voltas as aulas, eu estou
muito ansiosa. Motivo? Verei o Arthur depois de 2 longos meses de
viagem com meus pais. Eu me arrumei com o de sempre: vestido floral
até um pouco acima do joelho, cabelo solto e cara limpa, só passei
um gloss rosinha. Desci para tomar meu café e já encontro minha
amiga na mesa com meus pais. Ela é a Melanie, nos conhecemos desde
pequena. Ela dormiu aquí em casa, pois ontem foi a Noite de Fofocas,
ela me falava dos ficantes das férias dela e eu contava da viagem ao
México.
- Bom dia, meu amor – miha mãe já
veio me abraçando
- Bom dia, família mais linda do mundo
– falei retribuindo o abraço
- Bom dia, querida – meu pai falou me
chamado com a mão para me sentar
- Dormiu bem, amiga?
- Bem? Muito bem. Aquela cama é feita
para mim – Mel me respondeu estonteante e nós rimos de sua
empolgação.
Minha família é bem tradicional e com
uma condição financeira muito boa por sinal. Eu só não chamo de
família perfeita, porque meus pais só querem que eu perca a
virgindade no casamento e eu só quero me casar depois faculdade,
quando já estiver estabelecida financeiramente. Terrível para
qualquer menina em pleno 16 anos, mas para mim nem é tão ruim. Eu
até curto esse lance de casar virgem, mas eu quero me casar bem
depois e ainda estou muito longe de conquistar o homem que quero:
Arthur Aguiar.
- Meninas, adiantem! Não quero que se
atrasem – minha mãe falou já saindo com meu pai
- O Peter irá levar vocês para o
colégio. Tenham um bom dia – meu pai falou e saiu de casa com
minha mãe
- Meleca, hoje irei ver o meu príncipe
de novo – falei alegre
- E eu o amigo dele, o Chay –
suspiramos e depois rimos.
- Vamos, garotas – o Peter, motorista
da nossa família, chegou na cozinha nos chamando. Nós nos
levantamos e fomos para o carro.
Eu era apaixonada pelo Arthur e a Mel
pelo amigo dele, o Chay. Ele é meio sem noção, engraçadinho, mas
gente boa. Sempre fala um 'oi' conosco. Fico admirada com ele, porque
somos tratadas como invísiveis no colégio, não porque nos vestimos
feiamente, mas sim, porque somos estudiosas. No caso da Mel algumas
pessoas até falam com ela, mas comigo? É raramente, só quando
querem alguma coisa. Isso não me entristece, apesar de tudo. Porém
eu não quero a atenção de todos e sim apenas dele, do Arthur
Aguiar.
Espero que gostem do 1º Capítulo,
comentem, expressem o sentimento de vocês!

AMEEEEEEEI AMIIIIIIIGA , PRIMEIRA A COMENTAR HAHA . Rafa aq
ResponderExcluirPerfeitoo quero mais ja.Continua logo.Tay Aki
ResponderExcluirTa perfeitoooooo. Quero mais logo.
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